quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O tic-tac infinito


O tempo, um dos meus maiores inimigos
Ele passa, passa, passa rápido
Num tic-tac infinito que me tem sob pressão
Num espelho sem nexo, onde misteriosamente vou mudando
Mas não, não pode ser o tempo
Ontem era jovem, hoje...
Cabelos grisalhos?

Quando o tinha com fartura, 
aproveitei devagar
Passar dos anos,chegando ao fim,
arrisco,sempre em busca desesperado
Estranho
Me parece que alimenta a alma
Ao mesmo tempo que desintegra a casca
Fortalece a mente, 
enfraquece os músculos

É meu velho coelho branco,você estava certo
O eterno pode durar apenas um segundo
Mas que graça teria a vida?
Se fossemos sempre os mesmos?
O tempo, um dos meus melhores amigos?
Ele passa,passa,passa rápido
Num tic-tac infinito da experiência

Vinícius José 


2 comentários:

  1. Nossa, Vinícius, dessa vez você se superou, hein! Eu realmente prefiro a poesia sem rima, sem métrica definida, essa coisa vanguardista. E essa sua me tocou realmente o coração.

    "Me parece que alimenta a alma,
    ao mesmo tempo que desintegra a casca,
    fortalece a mente,
    enfraquece os músculos"

    Muito bom!

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    1. Muito obrigado, estava mesmo curioso para saber sua opinião,estou treinando mais esse outro "estilo",espero sempre seu comentário, seja ele com conselhos,críticas ou com elogios.

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