quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Olhos...



O boteco da esquina tem seu encanto
Tem seu charme, sua tequila...
Tem a tranquilidade que almejo
Tem a conversa que me agrada
O mundo inteiro está ali dentro
Bastar olhar, ou melhor, enxergar.

Veja com os olhos do poeta
Que verá o sentimento, a emoção.

Agora troque para os olhos de caleidoscópio
Com ele verá várias verdades.

Com o olhos-prisma 
pode-se ver cada coisa separadamente não é?

Para ter os olhos de Alice 
é só fechar os olhos.

Mas eu lhe peço, apenas pare de usar esses olhos
Esses olhos de espelhos, 
Esses olhos que só mostram a si mesmo.

Vinícius José


4 comentários:

  1. É, já diria Da Vinci: Os olhos são as janelas da alma e os espelhos do mundo. Algumas pessoas deixam essas janelas bem escancaradas. Não é por mal, nem por desejo exagerado de se mostrar. Simplesmente são... claras. Parece até bom! Mas depois de certo tempo percebe-se que se mostrar demais, ser tão intensamente intenso assim é um pouco ruim. Você acaba exageradamente vulnerável. É, quer queira ou não, magoado. E dói pra caramba.

    Ok, desculpe pela minha mania de interpretar os poemas! Parabéns por esse!
    "If my eyes could show my soul, everyone would cry as they see me smile."

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    1. Nada a desculpar,aliás,pelo contrário, seus comentários completam o meu pensamento!Obrigado.

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  2. Gostei do que há de bukowskiano nesse poema. Poetas fecham os ollhos para enxergar melhor.
    Só uma crítica: com esse título em branco não dá para ver direito.

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